terça-feira, 3 de agosto de 2010
Quer saber o que tenho feito da minha vida?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
No apto ao lado
Levou também o seu fruto, ele é docinho docinho, gostosinho, um amorzinho. Ele me dizia todos os dias: -Aline, Aline, amo vc!!
E então, tem como esquecer? Não dá né?
Minha amiga Cris, foi pra SP, e com a falta dela e do Theo, veio a poesia que há na saudade. Para explicar melhor, postei uma crônica maravilhosa da Marta Medeiros.
Obs.: ela representa a saudade que sinto de todos que estão longe! Amo vcs!!
A DOR QUE DÓI MAIS
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Lembranças de uma neta
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Filosofias do Guto
-Pq ele é um desenho,uma história e tu é de verdade.
-Mas eu também sou uma história, né?
Parei, surpresa com a pergunta, achei bonita, e respondi:
-Sim filho, cada um de nós é uma história.
Tive vontade de explicar que cada um de nós escreve a própria história, com as escolhas que fazemos na vida, mas achei filosófico demais para uma criança de 4 anos.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Olhar de criança
Na cozinha da minha casa, tinha uma cadeira que o encosto era vazado e com o efeito da luz, ficavam sombras redondas na parede. E um dia, o Guto estava dando seus passinhos lentos e de repente, parou atrás da cadeira, contra a parede e começou a se olhar maravilhado, e mexia o bracinho vagarozamente. Ele ria e se mexia.
Então entendi, que o que para mim, durante anos, era apenas uma sombra na parede, para meu filho, eram bolinhas de luz, que dançavam no seu corpinho.
Por isso, sei a maravilha que é conviver com uma criança, quantas reflexões surgem, e melhor ainda, quanto riso fácil.
Esses dias, ele estava gripado e com o narizinho entupido , e me chamou no quarto dele, apavorado, disse: -Mãe, como é que eu ainda tô vivo, se eu não consigo respirar!!!!
Ri muito, que inocência, tadinho!!!